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Nome: Cho Honggi
Nascimento: 05/10/1993, 32 anos
Naturalidade: Neukdae.
Ocupação: Levantador do Neukdae Eagles.
Subgênero: Ômega
Aroma: Lírio do vale e amêndoas.
Moradia: Heaven.
Biografia:Triggers: Alienação parental, estereótipo de subgênero, menção a aborto espontâneoHonggi vem de uma família tradicional e volumosa, afinal, como sempre ouviu desde que se entende por gente: ômegas são feitos para procriar. E calhou de ser ele o único ômega entre seus irmãos, e desde então sua vida nunca mais foi normal. Aulas de etiqueta, atividades domésticas, culinária, tudo para que fosse o ômega perfeito para seu futuro marido ou esposa. Mas nunca haviam perguntado se ele queria aquilo, como era a vida que desejava viver.Nada daquilo importava, ele só precisava seguir as regras da casa.Honggi obedeceu até seus hormônios falarem mais alto, afinal, ele era só um adolescente descobrindo o mundo e seu lobo interior. De cama em cama, ele foi vendo que a vida doméstica não era para ele. O sabor da liberdade era delicioso, viver sem regras pela primeira vez o fizera se sentir vivo. Mas então toda essa liberdade lhe custou muito, muito caro.A ausência do primeiro ciclo não lhe chamou a atenção, atribuiu aquilo ao cansaço das aulas, da vida secreta que levava. Tinha secretamente entrado para o time de vôlei na faculdade e era realmente muito bom naquilo, mas seus pais nunca iriam apoiar. Por isso manteve em segredo até parar no hospital, com uma hemorragia tão intensa que os médicos nem mesmo sabiam como havia aguentado.Mas não só o susto de parar no hospital durante o treino, foi não só seus pais descobrirem o que vinha guardando há tanto tempo, como ele também descobriu que estava gestando. E esse foi o motivo do sangramento, um aborto espontâneo em um corpo que ainda não estava pronto para aquilo. E nunca estaria, seu útero precisou ser removido em uma cirurgia de emergência para estancar a fonte do sangramento. A partir disso, deixou de ter valor para sua família. Honggi esperou encontrar apoio e conforto, mas só encontrou frieza e indiferença.Era como se ele não existisse mais, não era mais um ômega digno. Como poderia ser, se havia perdido a única função que havia lhe sido designada? Aquelas palavras foram como uma facada em seu peito e por isso saiu de casa. Era melhor viver na miséria do que continuar sendo tratado daquela forma. Não era só um útero ambulante, a vida não se resumia a colocar filhos no mundo desenfreadamente. Focou no esporte como a sua tábua da salvação, foi colhendo frutos de pouco em pouco, certo de que nunca mais ninguém mandaria em sua vida novamente.

Informações extras:— Sua dinâmica familiar deturpada lhe deixou com problemas de confiança, por isso demora a criar relações com alguém.— Não tem qualquer tolerância a desrespeito e não se importa de brigar para se defender.— Realizou uma histerectomia quando mais jovem, o que afeta seus ciclos, mas não fala de sua condição com ninguém
.
— Por conta disso, também realiza reposição hormonal para tentar diminuir problemas de saúde pela ausência de seu útero.
— Apesar de ainda nutrir o desejo de ser pai, não sabe em que momento vai conseguir tirar esse sonho do papel.— Para entrar no time de vôlei, se fingiu de beta para conseguir aprovação e a mentira durou até o momento em que sua gravidez interrompida veio a tona.— Na tentativa de salvar sua posição, passou a fazer uso de bloqueadores de cio sem acompanhamento médico e os utiliza até os dias atuais, ignorando os sinais que o uso abusivo está causando em seu corpo.— Quando tem confiança em alguém, é uma pessoa totalmente diferente do que demonstra no dia a dia.

coming soon

Data: 03/09/2025
Triggers: Nenhum
Seu dia anterior havia sido ruim de todas as formas possíveis e impossíveis, tudo o que desejou naquela manhã quando seu despertador tocou era que tivesse ao menos um dia sem nenhum tropeço. Não iria exigir um dia pacífico porque sabia que paz em sua vida era um privilégio que Honggi não tinha direito. Só queria treinar, voltar pra casa e assistir algum programa de tv de procedência duvidosa para se alienar um pouco de sua vida miserável.Por melhor sucedido que fosse no esporte, ainda havia uma pedra em seu caminho do qual Honggi não conseguia se livrar. Não importava para qual time entrasse, ele sempre estaria lá para lhe lembrar de seu passado. Sua sorte é que o irmão sempre havia sido medíocre em tudo que se propôs a fazer desde que se entendia por gente, a criação era a culpada disso, afinal, uma pessoa que cresce pensando que o mundo vai girar a sua volta apenas por seu subgênero não tem mesmo muita noção de sobrevivência. E era aquilo que lhe divertia, no fim das contas. Honggi tinha construído uma carreira sólida ao longo dos anos com muito esforço, valentia e dedicação. Enquanto Hyunjin era só... Hyunjin.Assim que pisou na quadra naquele dia, o suspiro pesado rotineiro veio de forma automática quando viu o alfa em quadra. Um reserva tentando mostrar seu valor, como todos os outros. A diferença é que ele não tinha valor algum, como pessoa e como atleta, e sequer sabia o que ainda o mantinha no time. Era indisciplinado, não sabia trabalhar em equipe e se achava melhor que todos. E por mais que dissess ao treinador de que ele não iria evoluir além daquilo, nunca era ouvido. Estava sendo implicante, era o que o homem respondia. Então decidiu parar de lutar para se livrar daquele peso e só seguiu em frente, não valia a pena.Mas, para Hyunjin, parecia um desafio pessoal no qual apenas ele participava tirar Honggi do sério. Costumava ignorar com sucesso, nada do que aquele homem poderia lhe dizer iria lhe afetar de alguma forma, ele era apenas um reflexo e a extensão de sua família, arcaico e preconceituoso, e Honggi já tinha ouvido toda sorte de coisas ao longo de sua vida naquele esporte. Mas naquele dia seu auto controle tinha ido dar um passeio junto com sua paciência e, a cada piadinha que escutava, junto da risada dos demais companheiros de time, pouco a pouco o tornava uma bomba relógio prestes a explodir.E a explosão veio.Era só um aquecimento de saque, como faziam todos os dias, antes de iniciar uma partida treino. Podia não ter tanta força, mas tinha técnica. Suas bolas eram precisas e de difícil recepção, algo que ele levou anos para aprimorar e se tornar um diferencial em suas habilidades. Mas estava furioso naquele momento, seu cheiro adocicado de amêndoas se tornando ácido, quase venenoso. Arremessou a bola ao alto, sem tirar os olhos dela, saltando com toda força que possuía e usando do impulso para acertar a bola. Tudo não levou alguns segundos e sequer precisou olhar para saber onde havia acertado. As risadas pararam de imediato e quase abriu um sorriso triunfante com aquilo, mas não podia dar tanto na cara que havia sido de propósito.Logo a risada do treinador preencheu a quadra, junto do olhar perplexo da maioria dos jogadores enquanto assistia o irmão levar a mão a boca para cobrir o estrago. Estava satisfeito com a boca estourada, mesmo que sua intenção fosse a de quebrar o nariz dele, só de ter inflingindo algum dano naquele babaca já tornava o dia do ômega infinitamente melhor.— Se eu fosse vocês, não mexia com ele hoje. Chega de enrolação, vão para a quadra.Honggi parou por um momento ao lado de sua mochila para pegar sua garrafa de água antes de entrar em quadra para o treino, não percebendo o momento em que o treinador parou ao seu lado, somente quando ouviu sua voz sussurrada como se tivesse lhe contando um grande crime.— Não pense que eu não percebi, Cho. Espero que tenha sido a última vez.Não disse nada, continuou bebendo sua água e apenas concordou com a cabeça. O técnico tinha mesmo razão. Aquele tipo de coisa não podia se repetir, não podia dar o prazer do irmão em lhe afetar de alguma forma, precisava se manter inabalável como sempre. Ele não merecia aquilo. Mas, por ora, iria saborear sua pequena vitória e os minutos de paz que aquele aviso iria causar.

Data: 15/09/2025
Triggers: Nenhum.
Fazia algum tempo que estava sentado na sala de espera, ignorando o próprio nome sendo chamado porque não estava nem um pouco a fim de escutar o que o médico tinha a dizer. Honggi já sabia o que estava por vir e, quanto mais tempo evitasse ouvir a verdade, melhor. Sua tentativa de fuga durou até o próprio médico em questão aparecer na sala de espera e assim o ômega não conseguiu mais adiar o inveitável. Quase quis rir da cara de confusão das recepcionistas ao vê-lo passar, mas não podia julgá-las por isso.A primeira parte já tinha passado quando foi visitar Yeojin no hospital, agora precisava saber o resultado dos exames de sangue que havia feito naquele dia. E a julgar pelo arquear da sobrancelha do médico, sabia que estava pior do que pensou que estava. Mas nada disse, apenas seguiu para fazer a ultrassonografia que ele insistiu em fazer, mesmo sabendo que nada tinha mudado: era um ômega vazio por dentro. Ficou em silêncio durante todo o procedimento, agradecendo ao final antes de ir colocar a roupa novamente.Se sentia derrotado e nem mesmo tinha escutado o veredito.Depois de mais algum tempo de espera, o médico veio lhe chamar novamente para ter certeza de que não tinha fugido do consultório. E, sinceramente, vontade não faltava. Achava aquilo uma perda de tempo, mas havia pago muito caro por todos aqueles procedimentos e ficaria até o final, mesmo não querendo ouvir nada do que o médico tinha a dizer. Se sentar naquela cadeira de novo foi desconfortável, como se mil agulhas lhe espetassem o corpo inteiro, aumentando sua agonia e desespero.E se só saísse correndo?— Está ouvindo, Srº Cho? — E parecendo ter lido seus pensamentos, sua atenção se voltou para o homem após acenar um não com a cabeça. — Certo... O que eu tenho a dizer não é fácil e eu quero que me escute com atenção, por favor.— Eu não vou parar com os bloqueadores, se é isso que vai dizer.— Srº Cho, entenda... Do ponto de vista médico, eu não sei como seu corpo não chegou a um colapso depois de todos esses anos. Por sua própria segurança, precisamos interromper a medicação. Vamos começar devagar com o desm-— Eu disse que não vou fazer isso. Só me dá a receita e ponto final.— Srº Cho. Eu tenho sido muito leniente com o seu comportamento, mas isso não está aberto a discussão. Não vou renovar sua receita dessa vez, eu não quero ser responsável por assinar o seu óbito.Grunhiu em desconforto, engolindo o nó em sua garganta, se recusando a desmoronar ali. Não iria perder sua vida, depois de dedicar anos ao esporte, Honggi se recusava a perder sua posição. Talvez o médico não entendia como as coisas funcionavam para quem era ômega, e como poderia, do alto de seu privilégio alfa inabalável. Quis rir daquilo, da ironia que era ser tratado por alguém que não entendia sua condição, mas não esboçou reação alguma, apenas se levantou da cadeira e apanhou os exames sobre a mesa.— Eu encontro outro médico que me dê a receita, não tem problema. Mas eu não vou perder tudo o que eu levei uma vida construindo por uma desordem hormonal.— Srº Cho, por favor...Ficou parado, encarando o médico esboçar a tentativa de dizer mais alguma coisa, mas acabou desistindo. Não iria acatar de toda forma. Tinha muito a perder, uma semana fora dos treinos e quando voltasse, outro estaria em seu lugar. Era o trabalho de uma vida inteira indo pelo ralo, não quando sua aposentadoria estava tão próxima. Podia aguentar mais uns anos, sabia disso, então se cuidaria de forma adequada. Mas não podia esconder a frustração com aquilo, sabia que era uma bomba relógio, mas a ciência de que estava prestes a explodir não era algo que esperava ouvir naquele momento. Tentava se manter o mais ignorante possível sobre a própria condição, mas ali estava, derrotado e sem chão. E tudo o que conseguia pensar era no quanto precisava chorar quando chegasse em casa.

Data: 21/09/2025
Triggers: Nenhum.
A notícia do incêndio no abrigo havia lhe pegou de surpresa, assim como a todo o time no meio do treino. Por sorte e misericórdia divina, aquela tragédia não foi pior do que o que realmente aconteceu. Ainda assim, algo ruim para aquele abrigo e os animais que ali viviam quase que a própria sorte, em um lugar negligenciado pelos governantes e sem recursos suficientes para manter o lugar funcionando.Era um absurdo.Aquele baile era só uma cortina de fumaça, sabia disso, o discurso que foi obrigado a engolir... Preferia não pensar naquilo para não ficar ainda mais furioso. Pelo menos aquela noite iria servir para que pudesse ajudar de alguma forma, nem que seja financeira, já que sua rotina puxada não o permitiu abrigar nenhum animal quando teve a chance. Mas vontade não faltou, o que faltou foi tempo disponível para cuidar dos bichinhos como se deve. Até chegou a visitá-los na companhia do tailandês ao seu lado, se apaixonado por vários e por um momento quase deixou seus pensamentos instrusivos vencerem. Mas seu bom senso acabou vencendo, no fim das contas, era o melhor a se fazer mesmo que sua vontade fosse outra.Sua maior vontade era ter um bichinho de estimação, mas no tempo certo.E era o segundo motivo para estar ali, quando mal vinha saindo da cama nos últimos dias que não fosse para ir treinar ou ir para a academia. Precisava fingir que sua vida ainda estava nos eixos, que não estava desmoronando como um castelo de areia a cada dia que passava. Honggi tinha muita coisa na cabeça naquele momento, mas decidiu que o baile seria sua distração porque sabia que estava a beira de um colapso e se recusava a fraquejar daquele jeito.Não depois de todo esforço para construir sua vida sozinho.Mas era inevitável pensar no que estava por vir, a consulta no início da semana, o veredito final sobre seus bloqueadores. O que seria de sua carreira. Estava com medo, aterrorizado para dizer a verdade, mas fingia que não. Não tão bem, infelizmente. Não quando estava ao lado dele. Suspirou profundamente, dando um único gole no drink que havia apanhado da bandeja de um dos garçons que passava pelo salão, devolvendo a taça vazia na bandeja do próximo e apanhando outra bebida. Quem sabe assim conseguisse relaxar um pouco para aproveitar a noite e a companhia que tinha ao seu lado, sem todos aqueles fantasmas lhe rondando.A festa não era sobre ele, afinal.Apoiou a cabeça por um momento no ombro do tailandês, buscando seu aroma para focar sua mente em algo real e não os pensamentos instrusivos e o barulho em sua cabeça. Honggi suspirou profundamente, sorrindo para o outro homem antes de beber o drink em sua mão. Agora se sentia capaz de focar na única coisa que importava naquela noite, que era ajudar os animais do abrigo a terem uma vida mais confortável e para isso Honggi não teve medo algum de abrir seu bolso para aquela ocasião.

Data: 25/09/2025
Triggers: Nenhum
Sair daquele consultório novamente lhe deixou com um gosto agridoce na boca, nem um pouco satisfeito, mas ao mesmo tempo sabendo que era a melhor decisão. Não teria como manter sua posição no time se morresse no processo, essas foram as palavras de seu médico antes de lhe entregar o atestado de dispensa médica. Licença cio. Se sentia vulnerável e exposto, pequeno... Não se lembrava mais da sensação de passar por aquilo e, principalmente, como seria na ausência de seu útero.Tinha medo de descobrir.Ficou um bom tempo encostado na porta do consultório, como se fosse o segurança da sala, saindo apenas quando a porta se abriu novamente e seu médico lhe encarou confuso, mas deu no pé antes que ele fizesse mais alguma pergunta que não queria responder naquele momento. Ou em nenhum outro. Agora vinha a segunda parte de seu tormento e, para aquela, Honggi precisou de um pouco de coragem líquida. Uma garrafa de soju seria o suficiente para evitar que desmoronasse e conseguisse dizer o que precisava. Pelo menos, era desse jeito que esperava que fosse.Ficou algum tempo sentado dentro do carro no estacionamento do centro de treinamento, vendo as janelas da sala onde deveria ir, onde lhe esperavam. As batidas em seu vidro o trouxeram de volta a realidade, vendo ali seu treinador confuso e curioso de lhe ver ali, quando deveria estar na reunião que ele mesmo convocou. Enfim desceu do carro, com a pasta de documentos em mãos e aquele gosto ainda mais azedo na boca. Se sentia caminhando para a forca, para seus minutos finais naquela existência e pensou que talvez devesse ter bebido mais uma garrafa de soju. Agora era tarde.Assim que entrou na sala, se sentiu petrificar no mesmo lugar, tantos pares de olhos lhe encarando de volta e por um momento se esqueceu que a comissão médica também estaria presente. Seria ainda pior... Engoliu em seco, entrou na sala e fechou a porta. Para si, tudo havia durado uma eternidade até finalmente se sentar naquela cadeira, mas poucos segundos separavam sua entrada pela porta até o instante em que se acomodou. Era agora ou nunca, e deus sabe como havia desejado que aquele momento nunca chegasse. Não enquanto ainda era um atleta ativo.— Senhores, obrigado por me atenderem de última hora, prometo ser breve. — Suspirou pesado, colocando a pasta sobre a mesa e a empurrando até o centro para que qualquer um pudesse alcançar. — Esse é o requerimento para a minha licença cio.Sentiu seu coração se despedaçar de uma forma dolorosa, mas nada tão pior quanto os olhares que recebeu. O espanto quase palpável, o prender das respirações, a mudança sutil nos aromas. Queria vomitar, queria desesperadamente vomitar e sequer tinha dado a notícia inteira. Sequer sabia se seria capaz de dizer mais do que isso, que todos lesses os laudos e relatórios extensos e bem detalhados que seu médico havia feito ao longo das consultas pelo qual havia passado nas últimas semanas.— Minha condição de saúde não está muito boa e, por isso, meu médico decidiu suspender os bloqueadores por tempo indefinido.— E há quanto tempo está sob efeito deles? Você nunca notificou...— Acho que... — Honggi engoliu em seco, sentindo a garganta se fechar pouco a poucos. — Quinze anos? Desde aquele... hm... incidente.— Inacreditável... Tem noção do que poderia ter acontecido? Os riscos que correu esse tempo todo? Tem muita sorte de estar aqui dizendo isso agora.E ali estava tudo que havia tentado evitar desde que a verdade tinha vindo a tona. Entrou no time como beta, porque náo havia nenhum ômega admitido no time de base e Honggi se recusou a desistir por seu subgênero. Então a gravidez veio a tona, assim como o aborto espontâneo, e sua mentira caiu por terra. Não foi demitido, mas começou com os bloqueadores assim que teve alta médica para voltar aos treinos. Prometeu a si mesmo que ser ômega não o impediria de conquistar o que queria.Agora sua decisão estava finalmente cobrando o preço.— Foi o preço que eu escolhi pagar. Uma semana fora dos treinos todo mês, num lugar onde ômegas não são tão bem vindos assim. O que acham que iria acontecer? Eu fiz o que fiz pra que ninguém nesse mundo destruísse o meu sonho por algo que eu não escolhi ser.— Isso não é verdade, está sendo leviano.— Bom, isso não importa agora. O requerimento está aí, pode acontecer a qualquer momento ou pode nunca acontecer. O médico não sabe quanto tempo vai levar até que o efeito dos remédios passe ou como os ciclos irão ocorrer, mas qualquer atualização sobre a minha condição, eu irei notificar imediatamente. Enquanto isso, eu ainda sou o mesmo, então peço que continuem me tratando da mesma forma.Não disse nada além de um agradecimento antes de sair da sala, sentia seu corpo inteiro tremer e a cabeça girar, precisando se apoiar na parede por um momento para poder se recompor. Quando saiu novamente no estacionamento, seu estômago enfim colocou para fora tudo o que estava guardado ali, o que apenas piorou sua tontura e o tremor que sentia. Como chegou no carro, não sabia, mas não tinha a menor condição de dirigir de volta para casa. Honggi travou o carro e inclinou o banco, decidindo ficar por ali até que tivesse condições físicas de ir embora. Mesmo que, naquele momento, seu único desejo era o de desaparecer e fingir que aquele dia não havia acontecido.

Data: 15/10/2025
Triggers: Alucinação com sangue e aborto espontâneo
Aquele era um dia em que não deveria ter saído de casa, quiçá de sua cama. O mundo parecia pesar em suas costas, até mesmo respirar parecia mais denso do que o habitual. Isso foi lhe tirando o fôlego durante o treino, lhe fazendo cometer erros que normalmente não cometia, lhe fazendo tomar broncas que não deveriam acontecer. Mas não sabia o que estava acontecendo. Honggi só sabia que não era um dia bom e só queria que ele terminasse de uma vez. Quando estivesse de novo em sua cama, seu ninho improvisado, tudo ficaria bem.Ao menos, foi o que pensou.Aquela sensação só foi aumentando ao longo do dia e sequer sabia como foi que chegou em casa. Só precisava de um banho para tirar o cheiro de alfa impregnado em sua pele e suas roupas e poderia descansar de uma vez e esquecer aquele dia. Talvez a banheira não tivesse sido a melhor das opções, mas não sentiu confiança em suas pernas para ficar no chuveiro. Se sentia fraco, prestes a cair. O corpo tremia e nenhuma janela estava aberta, nenhuma brisa fria tocando seu corpo desnudo para que lhe causasse aqueles tremores cada vez mais intensos.Então foi quando tudo começou.Uma cólica fraca, quase imperceptível, mas que o deixava incomodado e o fazia se remexer com frequência na banheira. Parecia que nenhuma posição era confortável o suficiente e a falta de ar só aumentava. Com ela veio o enjoo, o aumento da cólica, a dor lombar que a acompanhava. Ele conhecia bem aquela sensação, de muitos anos atrás. A dor aumentava e, com ela, sua consciência se esvaía. Seu corpo tremia por inteiro, Honggi tentou se debruçar na beirada da banheira para tentar respirar melhor, quem sabe assim não sufocar e achar uma posição em que a dor não fosse tão agonizante.E num vislumbre de relance, viu a água da banheira completamente vermelha, mas Honggi não tinha forças para chorar. Estava vivendo aquilo de novo, seu maior trauma. Tentou se levantar, buscar o celular e pedir ajuda, mas não conseguiu alcançar sem derrubar o aparelho dentro da água. O apanhou rapidamente, mas as mãos molhadas não conseguiam buscar nenhum contato de emergência, abrindo um milhão de outras coisas que ele não precisava naquele momento. Choramingou de dor, encolhido quando seu corpo deu uma pontada tão forte que se sentia perdendo a consciência pouco a pouco. Num gesto involuntário, apertou duas vezes o mesmo botão, ativando assim um chamado de emergência para o primeiro contato de emergência da lista.Não se lembrava quem tinha programado para receber aquele aviso e, mais ainda, se tinha avisado sobre isso. Honggi sequer sabia quem ele era naquele momento, tudo o que sentia era a dor em seu ventre e via o vermelho na água, o mesmo vermelho que tinha escorrido de suas pernas no chuveiro quando tinha dezesseis anos. E, mesmo sabendo ser impossível ter uma gestação sendo estéril, a alucinação e as dores eram tão reais que ele tinha certeza que estava perdendo outro filhote. As palavras de sua mãe ecoando no fundo de sua mente, lhe lembrando que ele nunca seria um ômega de verdade. Era incompleto e defeituoso, nunca saberia o que era gestar uma vida porque era incapaz de segurar um filhote em seu ventre.Se encolheu na banheira, com as mãos em seu ventre como se aquilo pudesse diminuir a dor que sentia. Os olhos marejados nada viam a sua frente e mantêl-os abertos era uma batalha ferrenha ao qual Honggi estava perdendo. Os tremores se intensificavam conforme a dor apenas aumentava, lhe tirando o fôlego e a consciência. Por sorte, a banheira não estava tão cheia assim, o corpo inconsciente encontrou apoio na borda quando escorregou para baixo, exausto e dolorido, mas naquele ínfimo momento em que esteve desacordado, Honggi não sentiu nada além de uma paz que ele não experimentava há muito, muito tempo. Pela primeira vez, ele não ouvia os barulhos em sua cabeça como estava tão acostumado.

Data: 17/10/2025
Triggers: Menção a vômito.
A música que tocava era baixa, mas era uma melodia gostosa, que não atrapalhava a conversa da família em volta da mesa. Era uma grande celebração, a grande celebração anual dos Cho e Honggi sempre gostou daquela festa. Podia ver toda sua família a mesa, ver seus primos que só via naquela ocasião, trocavam presentes e tudo terminava bem. Mas, por algum motivo, parecia invisível. Por mais que tentasse falar com alguém, não era visto. Ouvido. Tentou recorrer a seus irmãos, mas a mesma coisa acontecia. E não entendia porque aquilo acontecia. Já estava em lágrimas quando o olhar da mãe finalmente o alcançou, parecendo enfim lhe enxergar e por um momento se sentiu feliz por aquilo.— O que está fazendo aqui? Não é um ômega. Não pertence a essa família.Honggi acordou com a sensação de ter um peso em seu peito, como se alguém estivesse ajoelhado sobre si o impedindo de respirar. Sequer tinha forças para levantar, mas estava enjoado demais, prestes a colocar o que quer que estivesse em seu estômago para fora. E quando virou o corpo para o lado, havia um par de mãos lhe segurando um balde. Incrivelmente não estava de estômago vazio, mas não se lembrava de ter comido. Tampouco se lembrava de como tinha ido parar ali. Quando finalmente seu corpo pareceu satisfeito em colocar a comida para fora, voltou a se deitar na cama, de olhos fechados, sentindo tudo ao redor girar e lhe deixar ainda mais enjoado do que já estava.— Obrigado. Eu achei qu-E quando enfim abriu os olhos, viu ali a última pessoa que esperava ver. E se lembrava muito bem das palavras trocadas com Beomsoo semanas antes. Droga. Honggi não sabia o que tinha acontecido, mas sabia que estava fodido. Isso significava que Beomsoo tinha todo seu prontuário e agora sabia que tinha feito merda. Se cobriu de volta, deixando apenas o rosto de fora, como se aquilo pudesse lhe proteger do que quer que o médico tivesse em mente para lhe torturar naquele momento.— Sabe onde está? — Apenas fez um não com a cabeça. — Sabe o que eu mais odeio? Pacientes que se colocam em risco por conta própria e sem motivo. Você parece ser bem desse tipo, por isso eu assumi seu caso quando foi trazido para o Omega Center há dois dias. Te coloquei em sedação, pra saber a extensão da merda que você havia feito, mas eu não preciso te explicar essa parte, né? Pra alguém que chegou em um estado febril alarmante, sem saber o que estava dizendo e junto de alguém que sequer sabia dar mais informações... Lembra de alguma coisa?— Não... Só de ter saído do treino, eu estava cansado e só queria chegar em casa e tomar banho.— Hm. — Ele tinha os olhos fixos em uma prancheta. — De qualquer forma, agradeça por estar fora de perigo. Avise a enfermagem se precisar de algo— Mas... O que...? Não vai me dar alta? Eu estou bem!— Ah, mas eu não vou te dar alta, Honggi-ssi. — Honggi não gostou daquela risada. — Eu te avisei que não tinha medo de pesar o clima se estivesse fazendo merda, e olha onde estamos. Felizmente, você foi encontrado a tempo, e eu não vou ter que preencher uma porra de ficha de corpo de delito. Só os deuses sabem o que teria acontecido se tivesse ficado sozinho por aí. Você está no cio, este é o meu plantão, então você vai ficar bem quietinho aí e enfrentar todos os sintomas das suas escolhas. Mas fique tranquilo, hm? Amanhã eu volto pra ver se você já se arrependeu o suficiente.Podia jurar que Beomsoo tinha um sorriso quase sádico no rosto quando lhe deu aquela informação, mas nem de longe foi aquilo que lhe feriu. Estava no cio. E Honggi sequer se lembrava mais de como era a sensação. Se sentiu derrotado, fraco e tantas outras coisas que sequer tinha coragem de mencionar. Tudo pelo qual mais temia estava finalmente acontecendo, quando menos esperava, somente para colocar sua vida ainda mais na lama. Como se não estivesse quase engolido àquela altura do campeonato.Campeonato.— NÃO, VOLTA AQUI, EU NÃO POSS- — O olhar do médico foi tão seco que Honggi se calou, mas ainda tinha o olhar de súplica para Beomsoo. — Eu tenho jogo no sábado, eu não posso ficar aqui. Por favor...— Aproveite sua estadia.A liga regional começava em alguns dias e estava ali, preso naquele hospital, sem saber quando poderia sair. Honggi quis morrer naquele momento, que um raio caísse bem em sua cabeça para que enfim tivesse um ponto final em toda aquela angústia em sofrimento. Mas, quando a porta se fechou, tudo o que fez foi desabar em lágrimas. Lágrimas que ele segurou por muitos anos, que refletiam toda sua insegurança, seus medos e as incertezas que agora permeavam seu caminho. Tinha a esperança de que tudo aquilo não passasse de um mero pesadelo, assim como o que havia acordado minutos atrás e, quando acordasse de novo, sua vida estaria de volta ao que sempre foi. Sem cio, sem medo, sem nada que o impedisse de fazer o que gostava. Não conseguia deixar de pensar que naquele momento havia outro em seu lugar e, quando voltasse, Honggi não tinha certeza se ainda teria de volta. Se sentia arruinado, e não importava quantas lágrimas derramasse, sua vida nunca mais seria como antes.

Data: 20/10/2025
Triggers: Nenhum.
Pisar de novo no centro de treinamento lhe deixou aterrorizado, por mais que tentasse seguir como se nada tivesse acontecido naqueles últimos quatro dias, era impossível não pensar que todos os olhares estavam sobre si. O ômega que tinha entrado no cio, o levantador que deixou o time na mão na estreia do campeonato. O inútil que não sabia lidar com a própria biologia. Um suspiro pesado escapou quando fechou o armário depois de guardar seus pertences, decidido a não pensar naquele tipo de coisa e focar no que importava: o jogo contra o Samsung Blue Fangs. Mas sequer teve tempo de começar sua rotina de aquecimento antes da voz do treinador soar atrás de si.— Cho, na minha sala, agora.Sentiu seu corpo gelar dos pés a cabeça e foi inevitável não esperar o pior. Estava fora do time. Dentre outras coisas ainda piores que sua imaginação aterrorizada conseguiu pensar naquele curto espaço de tempo que levou para andar até a pequena sala acima da arquibancada. Engoliu em seco quando entrou na sala, não percebendo quando se encolheu quando a porta se fechou atrás de si. Um aceno de cabeça do homem mais velho foi o suficiente para que ocupasse a cadeira diante da mesa, assim como não demorou a notar a infinidade de papéis organizados sobre um envelope. Se não estivesse alucinando de novo, podia jurar que tinha seu nome no topo daqueles papéis e ali teve a certeza de que estava fora do time.— Quando você ia me contar?— Treinador... Desculpa... Eu não sabia, acordei no hospital e-— Do que está falando, garoto? — Se já não estava confuso o suficiente, Honggi já não sabia mais o que estava acontecendo. — Me refiro a esse email que eu recebi do Siena. Quando ia me contar que estavam te sondando?— Estavam...? Mas- — Então a ficha finalmente caiu, e Honggi deu uma breve risada. — Não tinha porque falar, eu não vou aceitar, de qualquer forma. Tô bem aqui.— Eu sei que você perdeu o útero, mas o cérebro pra mim é novidade. Por que diabos você não aceitaria? É a chance da sua vida, garoto. Por que está desperdiçando seu tempo nesse fim de mundo?— Porque eu sou ômega, caso tenha esquecido. Que garantia eu vou ter? Pelo menos aqui eu sei que não vou morrer no banco ou ser maltratado.— Então é esse o problema? Está com medo? Foi por isso que mentiu na sua admissão? — Honggi apenas concordou com a cabeça. — Isso só pode ser loucura... Como alguém tão brilhante pode ter o cérebro congelado no século passado? Garoto... Eu não sei quem colocou isso na sua cabeça, mas não é assim que as coisas funcionam. É para isso que existe o comitê esportivo, para assegurar que os jogadores recebam tratamento igualitário.— Na teoria, senhor... Sabe que no papel tudo é bonitinho. Mas eu não vou trocar algo certo pelo que é duvidoso.— Pensei que fosse diferente do seu irmão. Mas é cabeça dura e burro na mesma proporção. Que genética desgraçada. — Podia sentir o aroma mudar e aquilo igualmente lhe deixou estressado. — Olha, vamos combinar assim. Você vai visitar e, se for esse monstro todo que você acredita, não tocamos mais no assunto e você continua aqui. Mas eu não quero que termine sua carreira nesse lugar. Você merece mais do que um time pequeno de um cidadezinha minúscula. E eu digo isso sabendo que vou perder o meu melhor jogador, mas não posso ser o responsável por cortar suas asas. Precisa voar, Cho.Honggi tentou rebater, mas era a primeira vez que ouvia aquele tipo de coisa. Principalmente do treinador. Não que ele não o incentivasse, muito pelo contrário, mas aquela sinceridade tão visceral era... nova. Ficou um bom tempo com os olhos arregalados encarando o homem do outro lado da mesa, se dando conta quando o viu retorcer o rosto numa expressão desgostosa e então fechou a bocaa e se recompôs. O treinador lhe estendeu o envelope em silêncio e Honggi o segurou como se fosse a coisa mais delicada e frágil do mundo. Não sabia o que fazer. Não sabia o que pensar. Agora tinha outra bomba em suas mãos e não sabia sequer por onde deveria começar a desarmar aquilo.— Quando o campeonato acabar, vamos ter essa conversa novamente. Estamos entendidos? — Fez que sim com a cabeça. — Ótimo, agora some da minha frente porque eu não quero derrota contra o Samsung esse ano.Se levantou, o encarando por um tempo antes de fazer uma breve reverência e sair da sala. Suas mãos tremiam de forma visível, seu corpo não estava muito diferente. Sentia a boca seca e o ouvido zumbir, havia sido informação demais de uma única vez e sua mente ainda estava tentando processar o fato de que não estava fora dos Eagles. Guardou o envelope em sua mochila e, depois de fechar seu armário, se escondeu em uma das cabines do vestiário. Não conseguia raciocinar, apenas tremer enquanto engolia o choro com toda força que ainda havia dentro de si. Seu medo de ser expulso do time tinha ido embora para dar lugar a um medo totalmente novo para si. E se fracassasse, o que iria fazer?

Data: 18/10/2025.
Triggers: Nenhum.
Aqueles dias no hospital havia sido uma grande tortura, mas nada pior do que perder o jogo de estreia de seu time. Se já não estava se sentindo péssimo o suficiente, as palavras do médico de plantão foram a facada que faltava para matar seu coração de vez. Não tinha nenhum ânimo, se sentia... Bom, era melhor nem colocar seus pensamentos em palavras, apenas arrumou o pouco de roupa que seus amigos tinham levado dentro da mochila, se certificou de ter deixado a cama arrumada antes de sair do quarto.Assinar a alta lhe deixou com um gosto agridoce na boca, uma felicidade por finalmente se ver livre daquele lugar, mas ao mesmo tempo um sentimento de derrota. Era como se sentia, derrotado. Agradeceu a recepcionista e se dirigiu até a saída, onde Archie o esperava. Tinha falhado tanto com ele nos últimos dias e ali estava o mais novo, de braços abertos lhe esperando. Era o abraço pelo qual havia ansiado desde que acordou naquela cama de hospital, o cheiro que tanto gostava e que lhe devolvia a calma. Naquele momento, decidiu que não pensaria naqueles últimos dias, tinham algo mais importante para fazer naquele momento.Honggi se arrependeu de não ter sido lar temporário, mesmo com sua rotina apertada e corrida. Quem sabe assim pudesse colocar sua vida em ordem, se dar um pouco mais de tempo de descanso, ocupar a cabeça com algo que não fosse sua condição física e todas as outras coisas que implicavam sua situação atual. Honggi buscava qualquer coisa que não o fizesse se afogar em seus pensamentos intrusivos e ansiosos, e Archie parecia tão animado com a ideia de adotar um animalzinho que aquilo foi só um motivo a mais para tomar aquela decisão.Tinha chegado ali decidido a escolher um bichinho, mas teve a surpresa de ser ele o escolhido. Quando entrou no gatil, as opções pareciam tantas que por um momento se questionou como iria fazer aquilo, mas não teve muito tempo para pensar em qual animal levaria para casa. Não quando aquele gatinho rechonchudo de olhos azuis brilhantes roubou toda sua atenção. As patinhas delicadas em sua perna enquanto se espreguiçava inteiro, o miado manhoso e, como não podia faltar, a barriga virada para cima pedindo carinho foram o suficiente para saber que era aquele. Quando se abaixou para fazer carinho no animal e não ter sido mordido, Honggi abriu um sorriso como uma criança na manhã de natal. Então tomou o gatinho nos braços, deslizando o nariz no topo de sua cabeça enquanto ouvia o ronronar contra seu peito. De um jeito muito esquisito e que não sabia colocar em palavras, se sentia completo.Se não estivesse usando os adesivos para suprimir seu aroma, facilmente notariam sua animação enquanto andava com o bichinho nos braços, caso seu sorriso não fosse suficiente para demonstrar aquilo. Não o soltou nem mesmo para preencher a papelada da adoção, coisa que teria sido mais fácil se tivesse entregado o gatinho para Archie por um momento, mas se recusou a soltar a ferinha. No fim, a documentação estava assinada e autorizada, a caixinha de transporte comprada, por mais que o bichinho tenha se acomodado muito bem em seu colo quando entrou no carro. E quem seria Honggi em negar aquele conforto ao bichinho?